ATUALIZADA EM 15/04/2024
O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro começou nesta segunda-feira (15/04) uma campanha de doação de sangue, iniciativa que prossegue até amanhã (16/04), fruto da parceria entre o Centro Médico de Urgência (CMU/ TCMRio) e o Hemorio. A iniciativa integra o programa TCMRio Solidário e o auditório do Tribunal foi totalmente adaptado, com a instalação de seis cadeiras, para receber simultaneamente os doadores. O Hemorio disponibilizou 14 funcionários para a campanha, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e pessoal de apoio.
Servidores, familiares e funcionários do TCMRIo e de instituições localizadas nas imediações da entidade, estão participando ativamente para ajudar a reforçar os estoques do centro de referência em hematologia e hemoterapia, responsável pelo atendimento às demandas emergenciais de mais de 200 unidades públicas de saúde do Rio de Janeiro.
A técnica de enfermagem do Hemorio, Ana Moreira, ressaltou a importância dessa ação e lembrou que, atualmente, existe uma queda no número de doadores. "Todo sangue que é doado é bem recebido. A gente vive de doação e precisa suprir os hospitais. Estou há mais de 30 anos nessa função e me sinto gratificada por poder ajudar ao próximo", declarou.
Após a coleta de sangue, os doadores recebem kits de lanche e um "pin" de identificação como doador. Em cada doação, os componentes sanguíneos são separados e até quatro pessoas podem ser beneficiadas. O organismo do doador começa, em 24h após a doação, a recompor algumas substâncias que foram retiradas, de forma que a coleta de sangue seguinte pode ser feita oito semanas depois, para homens, e 12 semanas para mulheres, já que o sangue estará com os componentes totalmente reconstituídos.
Doadoras de sangue há muitos anos, as servidoras do TCMRio Carolina Purri Arraes e Maria Augusta Miziara de Carvalho fizeram questão de fazer a doação logo cedo. "Acho importante dar a minha contribuição. Faço isso há mais de 30 anos. Ter essa possibilidade de fazer aqui dentro do nosso ambiente de trabalho é muito gratificante, porque otimiza nosso tempo e, ao mesmo tempo, ajudamos a quem precisa", comentou Carolina Arraes. Doadora desde 2019, Maria Augusta Miziara disse que é um prazer poder ajudar. "Uma coisa que não dói, não demora, não custa nada e pode salvar muitas vidas. Por mim, essa campanha pode acontecer sempre, que estarei aqui para doar".
Funcionária do CMU, a enfermeira e técnica de Controle Externo Carla Cristina Fernandes de Souza não só doou como levou o filho, Gustavo Fernandes, de 18 anos, para doar sangue pela primeira vez. "Foi uma inciativa dele, que quis participar logo que me ouviu falando sobre a campanha", contou a mãe. Gustavo disse que doou porque tem a consciência de que um dia ele também pode vir a precisar de uma doação. "Vou fazer pelos outros o mesmo que quero que façam por mim", concluiu.
Para ser um doador de sangue é necessário apresentar documento oficial de identidade com foto, ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 devem estar com autorização do responsável), estar bem de saúde, e pesar mais de 50 kg. Não precisa estar de jejum, mas é recomendado que a pessoa não tenha ingerido comida gordurosa nas quatro horas anteriores à doação. Outro fator importante é estar descansado.